7 formas de evitar mastite no rebanho leiteiro

“A mastite bovina é um dos problemas mais sérios da bovinocultura leiteira, pois acarreta prejuízos diretos na produção de leite. Ela consiste na inflamação das glândulas mamárias da vaca por contaminação por microrganismos patogênicos, causada principalmente por fatores ambientais”, destaca José Renaldi Feitosa Brito, médico veterinário pesquisador da Embrapa e professor do Curso CPT Prevenção e Controle de Mastite.

1. Anotar casos de mastite clínica quando houver


Devem ser realizadas anotações detalhadas de todos os casos de mastite subclínica detectados no rebanho leiteiro quando houver. Devem ser especificados: o quarto afetado, o tratamento adotado, a data de registro da mamite e a vaca com o problema.

2. Tratar vacas secas com selantes


Tratar as vacas secas com antibiótico específico massageando os tetos para melhor absorção do medicamento. Em seguida, deve ser aplicado o selante, sem massagem. Este produto auxilia no fechamento do orifício de cada teto.

3. Garantir cama de serragem seca e limpa


A cama de serragem ou maravalha evita o desenvolvimento de microrganismos patogênicos no curral. Sempre que necessário, a cama deve ser substituída e o local deve ser limpo para a retirada de esterco e urina.

4. Não submeter o rebanho ao estresse


O estresse afeta o sistema imunológico da vaca, que se torna mais suscetível a doenças. Uma forma de evitar isso, é garantindo ao rebanho conforto térmico. Além disso, deve ser evitada a movimentação excessiva dos animais.

5. Seguir boas práticas de ordenha


Os tetos devem ser limpos e secos, com papel toalha descartável, e submersos, em produtos pré e pós-dipping (antisséptico), para prevenir a invasão de microrganismos. Os primeiros jatos de leite devem ser analisados para detectar pus e grumos (mastite).

6. Realizar o controle de moscas


As moscas são vetoras de doenças, como a mastite, pois depositam microrganismos onde pousam. As vacas mais suscetíveis a contaminação por essa via são as que vazam leite entre uma ordenha e outra.

7. Capacitar a equipe contra a mastite


Para melhorar os resultados de biosseguridade e garantir leite de alto padrão de qualidade, torna-se fundamental capacitar a equipe. Com a qualificação, os profissionais estão aptos a detectar, controlar e prevenir a mastite no gado leiteiro.

Conheça os Cursos CPT da Área Gado de Leite:

Prevenção e Controle de Mastite

Controle de Mastite (CCS) e Contagem Bacteriana Total (CBT) do Leite - De Acordo com a IN 77

Como Implementar o Plano de Qualificação de Fornecedores de Leite para Atender à IN 77

Fontes: Fundação roge - fundacaoroge.org.br
              Educapoint - educapoint.com.br

Por Andréa Oliveira.

Mais Artigos Relacionados

4 importantes etapas da transferência de embriões em bovinos

A transferência de embriões remove embriões do trato reprodutivo da fêmea doadora e os transfere para fêmeas receptoras. Trata-se de uma importante ferramenta para incremento da oferta de material genético melhorado, capaz de colaborar com a multiplicação do rebanho, geneticamente superior, facilitando sua disseminação.

Saiba mais sobre a raça bovina Angus

A raça bovina Angus é escocesa e vem do cruzamento entre as fêmeas e os machos da linhagem Aberdeen Angus. O registro oficial da raça remonta a 1860, sendo, portanto, um dos bovídeos mais antigos dentre tantos outros. No Brasil, mais especificamente em Bagé (Rio Grande do Sul), o Angus foi introduzido na pecuária de corte em 1906.

Dicas de plantio de cana para alimentar o gado de leite

A performance produtiva do rebanho leiteiro depende do manejo alimentar. Quando realizado com eficiência, os resultados são excelentes, com aumento da produção de leite de qualidade. Um dos alimentos fornecidos ao gado é a cana-de açúcar, principalmente quando enriquecida com ureia. Entretanto, o produtor deve seguir alguns cuidados no plantio.