Quais os benefícios da descorna em bezerros?

“São vários os benefícios da descorna em bezerros, como torná-los mais dóceis e, consequentemente facilitar o manejo, além de reduzir o índice de acidentes na lida com os animais. Na mochação, garantem-se o bem-estar do bovino e a segurança do vaqueiro, ou responsável por manejar o animal”, explica Leonardo de Oliveira Fernandes, zootécnico e professor do Curso CPT Recria de Bezerros de Corte.

A descorna deve ser realizada, preferencialmente, em bovinos jovens, com até 30 dias de vida. A razão para seguir essa orientação é porque, nessa fase, o botão córneo dos bezerros está em desenvolvimento inicial. Como está preso apenas na pele do animal jovem, e não no osso da cabeça, o procedimento é facilitado, em comparação com a mochação realizada em bovinos mais velhos, que ocorre de forma cirúrgica.

Além da descorna cirúrgica, realizada em bovinos acima de seis meses de vida, existem a descorna térmica, realizada em animais com 15 a 4 meses de vida, e a descorna química, realizada em bezerros com até 7 dias de vida. Como já mencionado anteriormente, a mochação que traz melhores resultados é a realizada no primeiro mês de vida do bezerro. Nesse caso, o procedimento apresenta uma série de vantagens.

Veja os benefícios da descorna em bezerros:


->Os bovinos são transportados com mais facilidade e em menor espaço;
->Os bovinos deixam de brigar por dominância;
->Os bovinos não se machucam nem causam danos ao couro;
->Os bovinos exigem menor espaço nos bebedouros e cochos;
->Os bovinos passam a conviver de forma mais amigável;
->Os bovinos melhoram a estética e ganham maior uniformidade;
->Os vaqueiros não mais correm riscos ao manejar os bovinos.

Procedimento de descorna em bezerros:


1. Contenção do bezerro para que ele se mantenha deitado e imóvel;
2. Aquecimento do ferro para mochação até se tornar avermelhado;
3. Corte do pelo na região do botão córneo para melhor higienização e cicatrização;
4. Pressão do ferro aquecido sobre o botão córneo, com movimentos circulares;
5. Cauterização do botão córneo com o lado côncavo do ferro até chegar às bordas;

    *A cauterização ajuda a remover o botão córneo, além de prevenir possíveis hemorragias.
    *O procedimento desprende o botão córneo da pele do bezerro.

6. Corte da parte queimada pelo ferro aquecido;
7. Aplicação diária de uma pasta, à base de óxido de zinco e permetrina, até a plena cicatrização.

    *A pasta tem ação cicatrizante, repelente e larvicida.
    *Se o chifre for fator de caracterização racial, não deve ser feita a descorna.

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Fonte: Compre Rural

Por Andréa Oliveira

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