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BOTULISMO, A PREVENÇÃO É O MELHOR REMÉDIO!

13/05/2013


O microorganismo causador do botulismo é um bacilo Gram-positivo, anaeróbio estrito, formador de esporos, móvel, de extremidades arredondadas e esporos geralmente terminais. Ocorre sob duas formas na natureza: quando não possui boas condições para a sua multiplicação, é encontrado sob a forma esporulada, quando as condições são favoráveis, passa para a forma vegetativa onde inicia sua multiplicação e eventual formação da toxina. Para que isto ocorra, são necessários temperatura, umidade e pH adequados, decomposição de substrato orgânico animal ou vegetal e anaerobiose.

Em condições ideais o microrganismo produz a neurotoxina botulínica (C1 e D) que são as responsáveis pelos sinais neurológicos da doença. Os bovinos se intoxicam quando ingerem material contaminado, geralmente constituído por resto de cadáveres, água e alimentos. Após sua absorção da luz intestinal, a neurotoxina se distribui pela circulação linfática e sanguínea, agindo sobre as terminações nervosas periféricas, cujo neurotransmissor é a acetilcolina (BARROS ET AL, 2006).
    Segundo Andrade et al regiões que apresentam deficiência de fósforo acabam induzindo os animais a osteofagia, pelo qual se intoxica ingerindo a toxina botulínica produzida pelo microorganismo nos ossos e cadáveres em putrefação. Há também casos de intoxicação em bovinos por ingestão de feno, silagem e cama de frango contaminados com carcaça de animais em putrefação.

O mesmo autor relata que na apresentação dos sinais clínicos, estão presentes paralisia flácida progressiva, dificuldade de locomoção, incoordenação motora, apatia, cabeça voltada para o flanco, decúbito esternoabdominal, paralisia flácida dos membros posteriores e estado mental aparentemente normal.

Barros et al (2006) citam que uma manifestação clínica bastante característica e indicativa de botulismo é a dificuldade respiratória, observada nos flancos, principalmente quando o animal está em decúbito. A morte é causada por paralisia cardiorrespiratória. Sua confirmação deve ser feita por meio de detecção da toxina botulínica no soro do conteúdo intestinal e no fígado, utilizando o método de soroneutralização e inoculação em camundongos.

O período de incubação pode variar de poucas horas até 16 dias.

Andrade et al, cita que mesmo que um animal não tenha morrido por botulismo, seu cadáver pode ser fonte de intoxicação botulínica para outros animais, pois, o C. botulinum presente no intestino e fígado encontra no processo de putrefação e na câmara de anaerobiose, formada pela presença de couro deste animal, condições de se multiplicar e, portanto, produzir a toxina botulínica. Mas a simples presença do agente bacteriano não se configura como diagnóstico conclusivo, visto que, sendo C. botulinum uma bactéria telúrica, esta é facilmente encontrada na natureza. Por suas características de agente anaeróbico, alem dessa condição, necessita de pH, temperatura e nutrientes adequados ao seu desenvolvimento e à produção da toxina, condições essas não encontradas no organismo vivo adulto.

O diagnóstico é feito pelo histórico (ausência de vacinação, osteofagia e existência de cadáveres nas pastagens) e, quadro clinico-patológico (paralisia flácida, estado mental aparentemente normal e respiração bifásica).

Não existem drogas efetivas para neutralizar a toxina botulínica, portanto, após instalado os sinais clínicos, tem-se pouco sucesso na tentativa de reversão da doença, por isso, é tão importante a prevenção que se baseia na incineração dos cadáveres nas pastagens, suplementação mineral adequada de fósforo na dieta e vacinação do rebanho com vacinas idôneas. .

Consulte sempre um Médico Veterinário!!!

Por Amarine Loures Furtado
Graduanda de Medicina Veterinária – Univiçosa


Fonte: 1. BARROS, C. S.L.; DRIEMEIER, D.; DUTRA, I.S.; LEMOS, R.A.A. DOENÇAS DO SISTEMA NERVOSO DE BOVINOS NO BRASIL. Editora Montes Claros, MG. Vallé, 2006.
2. RADOSTITS, O.M.; C.C., BLOOD,D.C.; HINCHCLIFF, K.W. Clínica Veterinária. Um tratado das doenças dos Bovinos, Ovinos, Suínos, Caprinos e Equinos. 9 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.
3. http://www.cnpab.embrapa.br/system/files/downloads/cot072.pdf




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