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ARTRITE EM BOVINOS

21/03/2013


O melhoramento genético e o tipo de manejo aos quais foram submetidos os bovinos na última década aumentou sua produtividade, porém, esses resultados não foram acompanhados por melhoramento nos membros dos animais. (LIMA, 2009).
Segundo Gueretz, et, al (2005) as podopatias em bovinos produzem dor, claudicação, desconforto e queda na produtividade. Perdas econômicas, por elevada taxa de descarte e aumento no intervalo entre partos, também são observadas. Podem ter origem exógena, como resultado da evolução de infecções podais como flegmão interdigital ou traumas por corpo estranho penetrante, ou ainda, endógena, por mastite e afecções do útero. Os sinais clínicos são dor e claudicação intensas, bem como um acentuado aumento de temperatura e volume em toda a região distal do membro afetado.
Ainda segundo este autor, a artrite séptica em bovinos pode dar origem a fistulas com secreção purulenta. O diagnóstico pode ser confirmado por imagem radiográfica e mensuração da profundidade da fístula.
As infecções das articulações e seus anexos são patologias observadas freqüentemente em rebanhos bovinos e o tratamento ou as alternativas terapêuticas, raramente são levados a efeito. O tratamento pode ser conservativo, com o auxilio de técnicas cirúrgicas e estratégias terapêuticas, utilizando fármacos.
De acordo com Gueretz, et al (2005) assim como outros sistemas, o sistema locomotor está sujeito a lesões primárias de seus componentes, mas pode também afetar-se em decorrência de processos sediados em outras partes do organismo, tal como a acidose ruminal, que provoca laminite. Da mesma forma, lesões primárias do sistema locomotor podem determinar o envolvimento do estado geral do animal.
Garcia, et al observaram que durante a anamnese, deve ser verificada a ocorrência de casos semelhantes na propriedade, bem como suas características epidemiológicas. Deve-se procurar, ainda, obter informações a respeito das instalações, do manejo e da alimentação.
No exame geral o clínico deve, inicialmente, observar as dependências da propriedade, atentando para o tipo de estabulação, concentração do gado, limpeza, estradas, pastos, etc. Com relação ao animal, o exame como um todo pode indicar processos com sede em outros sistemas, como o digestivo e o nervoso. O exame da pele, por exemplo, pode indicar a presença de escaras decorrentes de decúbito prolongado, feridas decorrentes de traumatismos ou pontos de supuração.
Deve-se inquirir sobre tratamentos prévios. Por exemplo, drogas antiinflamatórias não esteroidais geralmente provocam melhora em claudicações por dor, mas não em claudicações mecânicas (anquiloses) nem em claudicações neurológicas (paresias, paralisias) (GARCIA, M; LIBERA, A. M. M. P. D.; FILHO, I. R. B,).
Ainda segundo Garcia, et, al, o exame dos membros se faz, inicialmente, pela inspeção, a qual pode revelar alterações de tamanho, assimetria, feridas, drenagens e atrofia muscular. A palpação dos membros também é empregada, palpando-se a musculatura, ossos e pele. Avalia-se a consistência, temperatura, sensibilidade e tônus muscular (rigidez, fraqueza, paralisia).
Um exame muito importante, ainda, é a movimentação passiva dos membros. Deve-se, para tanto, fazer a movimentação dos membros verificando movimentos anormais, sensibilidade e crepitação (associa-se a auscultação).
Os exames complementares incluem:
Punção articular: pode colher o líquido sinovial cujas características podem ser muito úteis ao diagnóstico.
Exame radiográfico: particularmente útil no diagnóstico das porções mais baixas dos membros.
Anestesia diagnóstica: pode ser empregada para se avaliar a origem dos processos dolorosos.
Outros exames laboratoriais incluem a dosagem sérica de AST e CPK (para se avaliar lesões musculares) e o exame do suco de rúmen (para se detectar acidose).
Segundo Lima (2009), lesões nas articulações usualmente estão relacionadas com os quadros de artrite. Conceitualmente, o termo artrite define a inflamação de uma articulação que, em princípio, pode ser qualquer uma do corpo. Entretanto, a inflamação das articulações carpo-ulnar e tarso-tibial são mais facilmente detectáveis pois se apresentam visivelmente espessadas quando inflamadas.
Nos bovinos e nos ovinos, a causa mais freqüente deste tipo de artrite é a poliartrite purulenta. A artrite nestes casos são decorrentes de bacteremias de microorganismos piogênicos oriundos de infecção umbelical. Os animais afetados, pricipalmente jovens, apresentam claudicação de apoio e mesmo impotência funcional. A punção da articulação afetada revela conteúdo purulento típico. O envolvimento de várias articulações justifica o nome de "poliartrite purulenta", empregado para designar tal doença. O prognóstico nestes casos usualmente é de reservado a mau. O tratamento, porém, pode ser tentado com antibióticos sistêmicos.
De acordo com Lima (2009), o exame radiográfico é parte essencial do diagnóstico nos casos de claudicação por indicar a extensão das lesões, sua natureza e o prognóstico mais provável.
O tratamento tem por objetivo aliviar a dor e a inflamação das articulações dos animais acometidos. Os mais modernos tratamentos desenvolvidos baseiam-se no uso de antiinflamatórios não-hormonais com ação preferencial sobre a enzima cicloxigenase 2 (COX-2), responsável pelo quadro inflamatório e doloroso da doença, permitindo o controle prolongado da dor com o mínimo de efeitos colaterais. O uso de antibióticoterapia também é um recurso essencial para o retorno da atividade da articulação, quando possível.

Por Amarine Loures Furtado
Graduanda em Medicina Veterinária - Univiçosa
Estagiária CPT Agropecuária


Fonte:
LIMA, I. R. Estudo clínico e radiográficodas extremidades distais dos membros locomotores de bovinos machos de corte. Tese de Mestrado. Universidade Federal de Goiás, 2009.
FERREIRA, P. M.; CARVALHO, A. U.; FILHO, E. J. F.; FERREIRA, M. G.; FERREIRA, R. G. Afecções do sistema locomotor de bovinos. II Simpósio Mineiro de Buiatria, Belo Horizonte, 2005.
GUERETZ, J. S.; ROMANO, M. A.; MOURA, A. B.; LEHMKUHL, R. C. ARTRITE INTERFALANGEANA DISTAL SÉPTICA EM BOVINOS. Ambiência – Revista do Centro de Ciências Agrárias e Ambientais, v.1, n.1, Jan/Jun, 2005.

http://www.mgar.com.br/clinicabuiatrica/aspLocomotor.asp


Fonte: LIMA, I. R. Estudo clínico e radiográficodas extremidades distais dos membros locomotores de bovinos machos de corte. Tese de Mestrado. Universidade F




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